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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Recital para o Rebentão

Abertura:
Cortinas fechadas, percussão, ponto.
Abre a cortina, luz no atabaque, silêncio.

Livro do desassossego, Bernardo Soares
declama:
Outrora eu era de aqui,
E hoje regresso um estrangeiro
Forasteiro do que vejo e ouço
Velho de mim
.

Violas, pífanos, berros.

Canto de Guerreiro Mongoió - Elomar
Peão na Amarração - Elomar
Cantiga de Amigo - Elomar
Função - Elomar
Usina de Prata - Rosinha de Valença
Ainda Ontem Chorei de Saudade - Moacyr Franco (João Mineiro e Marciano)
Jardim da Fantasia - Almir Sater
Eu vivo num tempo de Guerra - Gianfrancesco Guarnieri
Apesar de Você - Chico Buarque
Vozes da seca - Luiz Gonzaga
Desafio - Tom zé

Bença Mãe - Luiz Gonzaga
Triste Partida - Luiz Gonzaga - Lamento Sertanejo Dominguinhos- Saudade da Minha Terra - Goiá e Belmonte
Vida Boa - Victor e Leo
Fé Lis - Mão Branca
Juazeiro - Luiz Gonzaga
Esperando na Janela - Targino Gondim
Faviela - Elomar

Bis

Com medo, com Pedro - Gilberto Gil
Back in Bahia - Gilberto Gil
Irene - Caetano Veloso
Adoro - Mundo de Prazer - Sonho Lindo - Muito Pra te dar - Magníficos

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Por ocasião de o exilado ouvir cantar um passarinho na árvore pelada, e ter uma idéia.
(Mas lá pela madrugada,
ouço o canto da amada
do grilo cantador
Geme o rebanhos da aurora
mugindo cade a sinhora
que nunca mais voltou?)


Tiodoro desalmado,
Assobia como Deus
Sem coração

Sabia do Bem te vi
que em todo canto o seguia
procurando de onde vinha
Aquele canto de amor

Tiodoro desalmado
Assobia como Deus
Sem compaixão

Distraído, Tiodoro
assobia noite e dia
E o Bem te vi cansado
de fome e sede padece
Sem achar o seu amor

Tiodoro foi quem matou
Bem te vi apaixonado
com seu canto de sereia
e de anjo enganador

sábado, 28 de fevereiro de 2009

O pedido - conversa de blog

Raul publicou no blog de Ibiassucê uma foto da feira velha. E eu sem ela...

O Pedido - ELOMAR

Já que tu vai lá pra feira traga de lá para mim
Água da fulô que cheira, 
Um novelo e um carmim 
Traz um pacote de misse 
Meu amigo Ah! Se tu visse 
Aquele cego cantador 
Um dia ele me disse 
Jogando um mote de amor 
Que eu havera de viver 
Por este mundo e morrer 
Ainda em flor 

Passa naquela barraca 
Daquela mulé resera 
Onde almoçamo paca, 
Panelada e frigideira 
Inté você disse uma loa 
Gabando a bóia boa 
Das casas da cidade 
Aquela era a primeira 

Traz pra mim umas brevidades 
Que eu quero matar a saudade 
Faz tempo que eu fui na feira 
Ai saudade... 
Ah! Pois sim, vê se não esquece 
D'inda nessa lua cheia 
Nós vai brincar na quermesse 
Lá no riacho d'areia
Na casa daquele homem, 
Feiticeiro curador 
O dia inteiro é homem 
Filho de Nosso Senhor 
Mas dispois da meia noite 
É lobisomem comedor 
Dos pagão que as mãe esqueceu 
Do Batismo salvador 

E tem mais dois garrafão 
Com dois canguim responsador 
Ah! Pois sim vê se não esquece 
De trazê ruge e carmim 
Ah! Se o dinheiro desse 
Eu queria um trancelim 
E mais três metros de chita 
Que é pra eu fazê um vestido
E ficar bem mais bonita 

Que Madô de Juca Dido, 
Zefa de Nhô Joaquim 
Já que tu vai lá pra feira 
Meu amigo, tras essas coisinhas Para mim.

Ai sôdade...