terça-feira, 29 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
A Tour Saint Jacques está sem prteção, nós sempre a vimos com andaimes. Agora tenho saudades daquela imensa caixa branca no meio de Paris. A torre é bonita também. Mille télégrames de ce tout Paris qui nous fait si peur.
Reencontrei o verso de Besos, Lecho y Pan na música dos titãs (Go back, Acústico MTV - com Fito Páez). Também fez parte do Plano Cruzado, lembro do susto de Rita quando começamos a ler. Tudo no Repertório. Essas coisas significavam muito então, e ainda, mas é surpreendente como podem se acomodar ali no fundo do armário, na posta restante, milênios no ar.

FAREWELL
1
Desde el fondo de ti, y arrodillado,
un niño triste, como yo, nos mira.
Por esa vida que arderá en sus venas
tendrían que amarrarse nuestras vidas.
Por esas manos, hijas de tus manos,
tendrían que matar las manos mías.
Por sus ojos abiertos en la tierra
veré en los tuyos lágrimas un día.
2
Yo no lo quiero, Amada.
Para que nada nos amarre
que no nos una nada.
Ni la palabra que aromó tu boca,
ni lo que no dijeron las palabras.
Ni la fiesta de amor que no tuvimos,
ni tus sollozos junto a la ventana.
3
(Amo el amor de los marineros
que besan y se van.
Dejan una promesa.
No vuelven nunca más.
En cada puerto una mujer espera:
los marineros besan y se van.
Una noche se acuestan con la muerte
en el lecho del mar.
4
Amo el amor que se reparte
en besos, lecho y pan.
Amor que puede ser eterno
y puede ser fugaz.
Amor que quiere libertarse
para volver a amar.
Amor divinizado que se acerca
Amor divinizado que se va.)
5
Ya no se encantarán mis ojos en tus ojos,
ya no se endulzará junto a ti mi dolor.
Pero hacia donde vaya llevaré tu mirada
y hacia donde camines llevarás mi dolor.
Fui tuyo, fuiste mía. Qué más? Juntos hicimos
un recodo en la ruta donde el amor pasó.
Fui tuyo, fuiste mía. Tu serás del que te ame,
del que corte en tu huerto lo que he sembrado yo.
Yo me voy. Estoy triste: pero siempre estoy triste.
Vengo desde tus brazos. No sé hacia dónde voy.
...Desde tu corazón me dice adiós un niño.
Y yo le digo adiós.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar
Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.
O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...
Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.
Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.
Canção
No desequilíbrio dos mares,
as proas giram sozinhas...
Numa das naves que afundaram
é que certamente tu vinhas.
Eu te esperei todos os séculos
sem desespero e sem desgosto,
e morri de infinitas mortes
guardando sempre o mesmo rosto
Quando as ondas te carregaram
meu olhos, entre águas e areias,
cegaram como os das estátuas,
a tudo quanto existe alheias.
Minhas mãos pararam sobre o ar
e endureceram junto ao vento,
e perderam a cor que tinham
e a lembrança do movimento.
E o sorriso que eu te levava
desprendeu-se e caiu de mim:
e só talvez ele ainda viva
dentro destas águas sem fim.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
como sou mais um capitalista, meu provável único futuro escrevendo será pagar para alguém que me faça uma capa e transforme essas coisas escritas só sentindo num livro sem projeto. Não é a minha ambição, é meu maior provável futuro. antes disso, ou depois, se houver tempo lá, quem sabe a história de miguilim, a história de Catarineta na torre, a história de miguilim do sertão.
assim é que não há trabalho mesmo ordenado e direcionado, não tem tema nem leitor. Cada vez que mudo é pra mais mudo. talvez que não.
um poema
Azul
de mar a mais que tempo
de canto
céu de só aqui
este que eu vejo
azul de América
Azul que estava ali naquele dia
que inunda as bordas na fotografia.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Paula Correa
Foi bem assim quando tentei dizer adeus pela primeira vez.
Jeito de bicho do mato.
Arredio. Rasgando palavras.
Rasgando papel. Foi bem assim.
Coreografia da despedida.
Olhos no chão. Mãos vazias.
Pés fincados no tempo de esquecer o que não se esquece.
Medos, culpas e sonhos em um baú lacrado.
Silêncio. Noite escura.
Meia lua vestida de noiva.
Foi bem assim.
Máscara e tecidos.
************
Melhor não dizer muita coisa.
Mas o muita coisa faz questão de dizer-se.
Então eu sedo ao indizível que deseja virar matéria-palavra.
É difícil dizer não.
Foi assim... entrou pela porta da frente.
Sentou.
Falou duas palavras e já tinha virado semente.
Depois de uma semana, já era planta.
Já era jardim.
Então, como é que a gente não diz?
Tem mesmo é que dizer que ama e correr com este segredo pra longe daqui.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
DRUMMOND
porque amou por que amou
se sabia
p r o i b i d o p a s s e a r s e n t i m e n t o s
ternos ou desesperados
nesse museu do pardo indiferente
me diga: mas por que
amar sofrer talvez como se morre
de varíola voluntária vágula evidente?
ah PORQUE AMOU
e se queimou
todo por dentro por fora nos cantos ecos
lúgubres de você mesm(o,a)
irm(ã,o) retrato espetáculo por que amou?
se era para
ou era por
como se entretanto todavia
toda via mas toda vida
é indignação do achado e aguda espotejação
da carne do conhecimento, ora veja
permita cavalheir(o,a)
amig(o,a) me releve
este malestar
cantarino escarninho piedoso
este querer consolar sem muita convicção
o que é inconsolável de ofício
a morte é esconsolável consolatrix consoadíssima
a vida também
tudo também
mas o amor car(o,a) colega este não consola nunca de nuncarás.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
O discurso que não foi
Profa. Solange Araújo, Ilma. Sra. Diretora,
Senhores Pais, Ilmos. Paraninfos,
Prof. Guivaldo Baptista, Honrado Patrono da Turma
Prof. Marcos Queiroz, Prof. Homenageado com todos os méritos,
Novíssimos Arquitetos,
Senhoras e senhores presentes:
É com imensa alegria que recebo a homenagem da turma. A felicidade que vocês me proporcionam neste momento é uma prova de que o trabalho honesto e dedicado paga muito bem, e em moeda de mais valor do que qualquer metal.
Por uma sucessão de eventos, não pude estar presente nesta noite de festa. Peço desculpas pela ausência, mas aproveito para lembrar momentos que compartilhamos durante estes anos de convivência:
Lembrar as maratonas de matrículas ao lado de nossa querida Rosa;
Lembrar as demandas, processos, inclusões, exclusões, quebras disso, registro daquilo, carta daquilo outro, contratos, horários e até - quem diria? livros...
Lembrar os intercâmbios, antes, durante e depois. Os sonhos. Os seus e os meus, que pudemos sonhar alto, talvez por termos a mesma idade e pouca ou nenhuma cerimônia, talvez porque sonhos são assim mesmo, não se deixam aprisionar.
Ter vivido tudo isso é por si uma conquista. Ganhamos todos com o privilégio de estar em uma Universidade pública, ganhamos pelos valores que cultivamos, ganhamos pelo apoio mútuo em cada um desses momentos. Esta é, portanto, uma noite de vitórias e de vitoriosos: Famílias, amigos e nós todos, estudantes, funcionários e professores da Faculdade de Arquitetura celebramos o caminho percorrido até este momento especial.
Peço licença para fazer uma observação pessoal: Tendo ingressado na UFBA junto com alguns de vocês, esta é a primeira turma em que posso reconhecer os rostos que vi chegarem direto do colégio, cheios de dúvidas, de esperanças, agrupados em blocos de calouros amedrontados pelos anúncios de trotes, ansiosos pelas maquetes, encantados pelo novo mundo em que acabavam de colocar o pé, tão parecidos comigo do outro lado do balcão do Colegiado, ainda estudante, sem ter então idéia do que se passaria até esta noite. Valeu. Valeu também por aqueles que já estavam na Faculdade, que caminharam até aqui entre outras conquistas, outras batalhas, caminhos os mais distintos. Tenho assistido a grandes feitos e a demonstrações diárias de força de vontade e de determinação. Tudo isso vale muito, tenham certeza.
Peço licença também para me aventurar brevemente no mundo da Arquitetura. Se a Arquitetura é a profissão da vanguarda, é também a da necessidade mais básica – a moradia. É a profissão do trabalho, do templo, da cidade, do lugar, do não-lugar. É uma vocação admirável e um trabalho respeitável. Renova as esperanças ver que essa tarefa foi dada a vocês, que detêm a criatividade e a consciência necessárias para ligar as duas pontas da profissão e trabalhar por uma sociedade melhor, mais justa, mais ecológica, sadia, feliz e produtiva.
Mais uma vez, muito, muitíssimo obrigado. Desejo-lhes sucesso, bom tempo, saúde e que Deus lhes ilumine. Comemorem esta noite em grande estilo, e a vida depois dela com amor e merecimento.
Pedro Laurentino
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Ontem de manhã quando acordei
Olhei a vida e me espantei
Eu tenho mais de 20 anos
E eu tenho mais de mil perguntas sem respostas
Estou ligada num futuro blue
Os meus pais nas minhas costas
As raizes na marquise
Eu tenho mais de vinte muros
O sangue jorra pelos furos pelas veias de um jornal
Eu não te quero
Eu te quero mal
Essa calma que inventei, bem sei
Custou as contas que contei
Eu tenho mais de 20 anos
E eu quero as cores e os colirios
Meus delirios
Estou ligada num futuro blue
Os meus pais nas minhas costas
As raizes na marquise
Eu tenho mais de vinte muros
O sangue jorra pelos furos pelas veias de um jornal
Eu não te quero
Eu te quero mal
Ontem de manhã quando acordei
Olhei a vida e me espantei
Eu tenho mais de 20 anos
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Seven words you can't say on TV - Cômico Americano
I want to tell you something about words that I think is important.
They're my work, they're my play, they're my passion.
Words are all we have, really. We have thoughts but thoughts are fluid.
then we assign a word to a thought and we're stuck with that word for
that thought, so be careful with words. I like to think that the same
words that hurt can heal, it is a matter of how you pick them.
There are some people that are not into all the words.
There are some that would have you not use certain words.
There are 400,000 words in the English language and there are 7
of them you can't say on television. What a ratio that is.
399,993 to 7. They must really be bad. They'd have to be outrageous
to be seperated from a group that large. All of you over here,you 7,
Bad Words. That's what they told us they were, remember?
"That's a bad word!" No bad words, bad thoughts, bad intentions,
and words. You know the 7, don't you, that you can't say on television?
"Shit, Piss, Fuck, Cunt, CockSucker, MotherFucker, and Tits"
Those are the heavy seven. Those are the ones that'll infect your soul,
curve your spine, and keep the country from winning the war.
"Shit, Piss, Fuck, Cunt, CockSucker, MotherFucker, and Tits"
Wow! ...and Tits doesn't even belong on the list. That is such a friendly
sounding word. It sounds like a nickname, right? "Hey, Tits, come here,
man. Hey Tits, meet Toots. Toots, Tits. Tits, Toots." It sounds like a
snack, doesn't it? Yes, I know, it is a snack. I don't mean your sexist
snack. I mean New Nabisco Tits!, and new Cheese Tits, Corn Tits,
Pizza Tits, Sesame Tits, Onion Tits, Tater Tits. "Betcha Can't Eat Just
One." That's true. I usually switch off. But I mean, that word does
not belong on the list. Actually none of the words belong on the list,
but you can understand why some of them are there. I'm not
completely insensetive to people's feelings. I can understand why
some of those words got on the list, like CockSucker and
MotherFucker. Those are heavyweight words. There is a lot going on
there. Besides the literal translation and the emotional feeling.
I mean, they're just busy words. There's a lot of syllables to contend
with. And those Ks, those are agressive sounds. They just jump out at
you like "coCKsuCKer, motherfuCKer. coCKsuCKer, motherfuCKer."
It's like an assualt on you. We mentioned Shit earlier, and 2 of the
other 4-letter Anglo-Saxon words are Piss and Cunt, which go
together of course. A little accedental humor there. The reason that
Piss and Cunt are on the list is because a long time ago, there were
certain ladies that said "Those are the 2 I am not going to say. I
don't mind Fuck and Shit but 'P' and 'C' are out.", which led to such
stupid sentences as "Okay you fuckers, I'm going to tinckle now."
And, of course, the word Fuck. I don't really, well that's more
accedental humor, I don't wanna get into that now because I think
it takes to long. But I do mean that. I think the word Fuck is a very
imprortant word. It is the beginning of life, yet it is a word we use to
hurt one another quite often. People much wiser than I am said,
"I'd rather have my son watch a film with 2 people making love
than 2 people trying to kill one another. I, of course, can agree. It is
a great sentence. I wish I knew who said it first. I agree with that but
I like to take it a step further. I'd like to substitute the word Fuck for
the word Kill in all of those movie cliches we grew up with. "Okay,
Sherrif, we're gonna Fuck you now, but we're gonna Fuck you slow."
So maybe next year I'll have a whole fuckin' ramp on the N word.
I hope so. Those are the 7 you can never say on television, under any
circumstanses. You just cannot say them ever ever ever. Not even
clinically. You cannot weave them in on the panel with Doc, and Ed,
and Johnny. I mean, it is just impossible. Forget tHose 7. They're out.
But there are some 2-way words, those double-meaning words.
Remember the ones you giggled at in sixth grade? "...And the cock
CROWED 3 times" "Hey, tha cock CROWED 3 times. ha ha ha ha. Hey, it's in
the bible. ha ha ha ha. There are some 2-way words, like it is okay for
Kirk Youdi to say "Roberto Clametti has 2 balls on him.", but he can't
say "I think he hurt his balls on that play, Tony. Don't you? He's holding
them. He must've hurt them, by God." and the other 2-way word that
goes with that one is Prik. It's okay if it happens to your finger. You
can prik your finger but don't finger your prik. No,no.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzidas,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.
Desejo uma fotografia
como esta — o senhor vê? — como esta:
em que para sempre me ria
como um vestido de eterna festa.
Cecilia em três tempos. Vêm ai 25 anos.

