sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Refratária
Ignorância minha
pensava de ti
que repele poesia
que não esquenta nem esfria
refratária
corri ao google
refratário esquenta
cozinha
ferve dentro
queima fora
derrete
repelente
é a palavra
seria
repelente é o que mantém distante
tu estás perto
mas nem sente
ouve
mas nem se move
lê
não entende
não liga
indiferente
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Meme
Não há
Fora deste assunto
Não há
Fora desta forma
Não há
Irresistível
Esta forma
Irresistível
Este assunto
Irresistível
Fora deste assunto
Não há
Fora desta forma
Não há
Irresistível
Esta forma
Irresistível
Este assunto
Irresistível
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Poema Post
Esta mensagem
Ícone replicante
publico aqui
Veja você
replique
esta mensagem
é você
eu não a fiz
não a criei
não me mostrei
Não a discuto
Não a mesuro
Não condescendo
Outros que criem
Outros que digam
Outros que façam
eu emudeço
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quarta-feira, 13 de novembro de 2013
De Rerum Novarum
É preciso uma nova poesia
de outra substância
um poema post
Um poema de postar-se ao facebook
poema de 140 caracteres
poema de compartilhar-se entre fileiras
entre listas das redes sociais
Um poema que fale de animais
de regimes, de bravatas
um poema sobre os protestos de julho
É preciso, senhores, senhoras, leitores
uma poesia de outra substância
um poema post
Porque, cansado
assisto à morte,
assisto à vida,
assisto ao sofrimento dos meus irmãos,
no silêncio dos sorrisos estampados
assisto e ninguém mais vê
eu choro e ninguém mais
e eu
É preciso uma nova poesia
de outra substância
um poema post
Um poema de postar-se ao facebook
poema de 140 caracteres
poema de compartilhar-se entre fileiras
entre listas das redes sociais
Um poema que fale de animais
de regimes, de bravatas
um poema sobre os protestos de julho
É preciso, senhores, senhoras, leitores
uma poesia de outra substância
um poema post
Porque, cansado
assisto à morte,
assisto à vida,
assisto ao sofrimento dos meus irmãos,
no silêncio dos sorrisos estampados
assisto e ninguém mais vê
eu choro e ninguém mais
e eu
É preciso uma nova poesia
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
sábado, 10 de agosto de 2013
Dedico esta canção
Você minha amiga
ia casar comigo
por onde anda?
será que tem filho,
que dorme na rua
que trai o marido?
Você meu amigo
quebrou meu brinquedo
emprestou minha fita
e não devolveu
Será que está preso
ou nunca cresceu?
Você bem famosa
calçava duas meias
e eu queria imitar
Você milionário
desfilava carros
eu via passar
Você que eu não fui,
você que eu queria
e a vida tirou
Você que eu era
não se conformava
e já descansou
Esse poema
É dedicado a você.
ia casar comigo
por onde anda?
será que tem filho,
que dorme na rua
que trai o marido?
Você meu amigo
quebrou meu brinquedo
emprestou minha fita
e não devolveu
Será que está preso
ou nunca cresceu?
Você bem famosa
calçava duas meias
e eu queria imitar
Você milionário
desfilava carros
eu via passar
Você que eu não fui,
você que eu queria
e a vida tirou
Você que eu era
não se conformava
e já descansou
Esse poema
É dedicado a você.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Me avise quando for a hora
Naquele tempo na face das águas
Eu tinha barba e um olho vazado
Era a emoção de uma porteira e estrada
Caminho de sonhador avexado
Ao céu pedia um amor de encomenda
Tanta vida, e eu alheamento
Pensava que era só chegar os dias
E o que eu sentia ir pro esquecimento
Mas eis.
Sete anos labutou Jacó com seu Labão
Por amor de Raquel, serrana bela
A vida lhe deu Lia, e não queria
Para tanto sonho vão, tão vil a vida.
Eu tinha barba e um olho vazado
Era a emoção de uma porteira e estrada
Caminho de sonhador avexado
Ao céu pedia um amor de encomenda
Tanta vida, e eu alheamento
Pensava que era só chegar os dias
E o que eu sentia ir pro esquecimento
Mas eis.
Sete anos labutou Jacó com seu Labão
Por amor de Raquel, serrana bela
A vida lhe deu Lia, e não queria
Para tanto sonho vão, tão vil a vida.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Se você fosse eu
Se você fosse eu, certamente não estaria escrevendo este texto. Talvez não tivesse escolhido esse nome e eventualmente não escreveria textos aleatoriamente. Já seria um começo.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Where It is Nowhere
Eu não ando para rodeios ultimamente, então vamos ao ponto. O não lugar, por definição, "não permite que o sujeito possa exercer sua identidade, não permite que ele estabeleça relações profundas, não é histórico". Para mais ou para menos.
Aí eu vou para o centro do não-lugar, o mais icônico. Especificamente atrás da maquineta, sozinho com sua sorte e sua moeda, não está ninguém é um usuário. Mas ninguém está só atrás da maquineta sempre. Do avião vê-se a Strip, o deserto. As luzes, com sorte. Da limousine, o Hard Rock, o Planet Hollywood. Em cada casino, vê-se um ícone que leva a outro lugar. Mas o que é um ícone? Um objeto que representa outro, simplesmente?
Nunca fui a Roma, mas estava ali na minha frente a Fontana tão famosa, o piso que me advertiram ser como o original, e o teto que meu livro de história me disse que era da capela. Eu, usuário, me envolvo em uma relação de símbolo-significado. Eu relaciono cada ícone com algo que me é superficial, Roma, com o que é da minha subjetivação mais profunda, Paris, com o que se parece com a imagem que quero simular de mim, limousines e luzes, ali, em tempo real e virtual, via twitter e e-mail. O Ipad que aqui vendem não é caro como os de lá.
E quem é este eu que desfila sob o sol de 43º? Sussurro em português, sou latino, falo inglês com meu certificado vencido, me reconhecem, sou latino. Falo com os franceses perdidos, sou latino. Pergunto pelo futebol, sou latino. Não entendo os lances do baseball, o Fathers Day em junho, o arremate do golf, sou latino. Tenho um metro e meio, pele morena, cabelo escuro, olho escuro, creio em Deus Pai Todo Poderoso.
O não lugar é aqui, na Fonte Nova, onde vou cheio de medo e não vejo minha arquibancada, meu lugar, meu time, meus companheiros. Implodiram meus iguais, minha história e a mim mesmo.
Fim do esboço.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Notícias frâiches nesse disco
Geralmente eu começava um post com um assunto aleatório até lembrar de algo importante e ter um acesso de raiva até esgotar a pauta. Acontece que não tenho mais assuntos importantes desse gênero, pelo menos por enquanto. A fifa está lenhando a cidade, e daí, o Bahia precisa de uma Revolução, e daí, François Hollande tem uma popularidade de cão, e daí. Nada mais importa e nada mudou. [Sub Lead]
Aprendi com Venturi a perceber os letreiros de Las Vegas como uma demonstração da transformação da relação entre nós e as imagens/ícones, sobretudo como efeito da velocidade e da vida do ponto de vista do automóvel. Um dos exemplos do livro "Aprendendo com Las Vegas" é o letreiro do Stardust.
- Jaz aqui, quer dizer lá, depois da demolição, porque o ritmo de Vegas é de intensa transformação, renovação, superação:
Aprendi com Venturi a perceber os letreiros de Las Vegas como uma demonstração da transformação da relação entre nós e as imagens/ícones, sobretudo como efeito da velocidade e da vida do ponto de vista do automóvel. Um dos exemplos do livro "Aprendendo com Las Vegas" é o letreiro do Stardust.
- Jaz aqui, quer dizer lá, depois da demolição, porque o ritmo de Vegas é de intensa transformação, renovação, superação:
É uma parábola. Tentei inventar um tópico 2, mas não é possível enrolar os senhores leitores a esse ponto. Sinto muito, mas o twitter me deixou burro demais e tudo além de poucas palavras me deixa envergonhado.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Dá-me um título
Eu ia escrever, pampampampam, mas esqueci.
Esqueci, tindolelê, esqueci, tindolalá.
Quando eu lembrar, tindolelê, eu vou voltar, tindolalá.
Solidariamente,
o Coronel
domingo, 4 de novembro de 2012
Passagem
Casa na beira da estrada
lugar de passagem
nenhuma parada
Deus me defenda.
Casa no meio do nada
poeira no tempo
confim do mundo
Deus me proteja.
Deus me conceda chegar.
lugar de passagem
nenhuma parada
Deus me defenda.
Casa no meio do nada
poeira no tempo
confim do mundo
Deus me proteja.
Deus me conceda chegar.
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